quinta-feira, 7 de março de 2019

China Grande

Xi reúne-se com secretário de Defesa dos Estados Unidos
2018-06-28 11:00:12portuguese.xinhuanet.com
 

(Xinhua/Li Gang)
Beijing, 28 jun (Xinhua) -- O presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se na quarta-feira em Beijing com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis.
Xi declarou que o mundo está passando por um período de grandes desenvolvimento, transformações e reajustes. As tendências da multi polarização mundial e da globalização econômica estão se desenvolvendo profundamente, e os países têm se tornando cada vez mais interdependentes.
O povo chinês está construindo um grande país socialista moderno, mas a China manterá o caminho do desenvolvimento pacífico, afirmou Xi, acrescentando que a China não seguirá o caminho do expansionismo e colonialismo nem causará caos ao mundo.
Xi declarou que as relações entre a China e os Estados Unidos são um dos laços bilaterais mais importantes no mundo.
A história e a realidade desde o estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais, há quase 40 anos, demonstram que o desenvolvimento saudável dos laços China-EUA pode beneficiar os povos dos dois países e do mundo, o que também contribui à paz, estabilidade e prosperidade mundiais e regionais, disse Xi.
A China e os Estados Unidos compartilham interesses em amplas áreas e pontos em comum que superam em muito as diferenças, disse Xi.
O Oceano Pacífico tem vastidão suficiente para acomodar a China e os Estados Unidos, assim como outros países, disse o presidente.
A China e os Estados Unidos devem promover o desenvolvimento das relações bilaterais com base no princípio de respeito mútuo e de cooperação de benefício mútuo, disse Xi.
"Quando vemos os interesses comuns entre a China e os Estados Unidos, não fugimos das diferenças."
"Nossa posição é firme e clara no que diz respeito à soberania e integridade territorial da China", disse Xi, que acrescentou que "nenhuma polegada do território deixado pelos ascendentes pode ser perdida, e nós não queremos nada dos outros".
Xi disse que as relações militares, parte importante das relações bilaterais, mantêm um saudável ímpeto de desenvolvimento nos últimos anos.
"Há muito tempo é reconhecido que os verdadeiros especialistas em assuntos militares não desejam empregar meios militares para resolver os problemas."
Xi indicou que os intercâmbios militares e a construção institucional fortalecidos em diversos níveis ajudam a dissipar dúvidas e impedir mal-entendidos, erros de cálculo e acidentes.
Xi espera que os dois exércitos fortaleçam a comunicação, aumentem a confiança mútua, aprofundem a cooperação, administrem e controlem riscos e promovam os laços militares para que sejam um estabilizador das relações bilaterais.
Mattis declarou que os Estados Unidos atribuem grande importância às relações entre os dois países e os dois exércitos e que os laços militares têm um papel vital nas relações bilaterais.
Mattis disse que, guiados pelo consenso alcançado pelos chefes de Estado dos dois países, os Estados Unidos estão dispostos a fortalecer a comunicação estratégica, expandir a cooperação de benefício mútuo, administrar e controlar as diferenças e riscos e evitar conflitos e confrontações, para permitir que as relações militares sejam um fator construtivo na promoção do desenvolvimento das relações bilaterais.
Mattis transmitiu as saudações do presidente americano, Donald Trump, a Xi, que pediu a Mattis que transmita suas saudações a Trump.
Da reunião também participaram diversos funcionários, incluindo o conselheiro de Estado e ministro da Defesa Nacional da China, Wei Fenghe.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

China e Finlândia juntas


China pode brindar à Finlândia amplas oportunidades de negócios, diz premiê chinês

2019-01-16 10:01:29portuguese.xinhuanet.com
(Xinhua/Liu Weibing)





Beijing, 16 jan (Xinhua) -- A China pode brindar amplas oportunidades de negócios para a comercialização da inovação técnica da Finlândia pois conta com um vasto mercado, disse nesta terça-feira em Beijing o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao presidente finlandês, Sauli Niinisto. Li garantiu que a China protegerá vigorosamente os direitos de propriedade intelectual.
 
 

"A China e a Finlândia se complementam na cooperação em áreas como tecnologia econômica e compartilham perspectivas amplas", apontou Li durante uma reunião com Niinisto, que está realizando uma visita à China, no Grande Palácio do Povo em Beijing.

"Não pouparemos esforços para proteger os direitos de propriedade intelectual, pois isso não só satisfaz as próprias necessidades da China de transformar seu modelo de desenvolvimento, mas também ajuda o país a aprender tecnologia e conceitos avançados", assinalou.

A China está disposta a cooperar mais com a Finlândia em carga, serviço e tecnologia, a abordar de maneira conjunta as mudanças climáticas e a trabalhar no desenvolvimento ecológico e na tecnologia limpa, indicou Li.

O primeiro-ministro mencionou que a China apoia com firmeza o processo de integração europeia e que sempre considerou a União Europeia (UE) como uma força importante para manter a estabilidade mundial e promover o livre comércio.

O país espera uma nova rodada da reunião de líderes China-UE para elevar a cooperação bilateral para um nível superior.

Li também expressou a esperança de que a Finlândia possa contribuir às relações China-UE e à unidade e prosperidade da UE, pois o país nórdico assumirá a presidência rotativa da UE na segunda metade deste ano.

Por sua parte, Niinisto disse que presenciou o progresso da China cada vez que visitou o país, o que gerou oportunidades para a Finlândia e outros países.

Ao destacar que a China está tornando-se em uma força para a estabilidade no mundo de hoje, assinalou que a Finlândia atribui grande importância às relações com o país asiático e ao seu vasto mercado.

A Finlândia gostaria de fortalecer a cooperação entre as empresas de ambos os países, especialmente entre as pequenas e médias, assim como nas áreas de mudança climática, inovação tecnológica e energia limpa. Ele acrescentou que a Finlândia trabalhará com a China para defender de maneira conjunta o sistema de comércio multilateral.

Também na terça-feira, o chefe do Legislativo chinês Li Zhanshu reuniu-se com Niinisto.

Li, presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN) da China, disse que desde o estabelecimento das relações diplomáticas, a China e a Finlândia adotaram o respeito mútuo, trato igual e cooperação de benefício mútuo, e tornaram-se um modelo de coexistência pacífica e intercâmbios amistosos entre países de diferentes culturas, tamanhos e níveis de desenvolvimento.

Li disse que a China está disposta a implementar o consenso alcançado pelos dois chefes de Estado e promover os intercâmbios bilaterais e a cooperação a um novo nível.

A APN está disposta a intensificar os intercâmbios com o Parlamento da Finlândia em diversos níveis para promover a cooperação em economia e comércio, inovação, proteção ambiental e esportes de inverno, indicou.

Niinisto assinalou que espera promover o novo tipo de parceria de cooperação orientada ao futuro entre a Finlândia e a China para produzir resultados mais práticos mediante a visita.

A Finlândia está disposta a ajudar a China para o sucesso dos Jogos Olímpicos de Inverno 2022, assinalou.

 

sábado, 10 de novembro de 2018

China e Cuba boas relações

Xi realiza conversações com presidente cubano para impulsionar relações
2018-11-09 10:48:20portuguese.xinhuanet.com







Beijing, 9 nov (Xinhua) -- O presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se quinta-feira em Beijing com seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel, e pediu que os dois países valorizem a tradicional amizade bilateral e escrevam um novo capítulo na cooperação amistosa.

Xi deu as boas-vindas à primeira visita de Estado de Díaz-Canel à China e pediu ao presidente que transmita suas cordiais saudações a Raúl Castro, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

Ao elogiar Cuba como um grande país, Xi disse que ela ganhou o respeito do mundo ao insistir em seu próprio caminho de desenvolvimento apesar das dificuldades e os obstáculos durante o meio século passado.


Como países socialistas, China e Cuba são boas amigas, camaradas e irmãs, afirmou Xi, acrescentando que isso é um fato provado e que a relação resistiu ao teste do tempo e às mudanças na situação internacional.

"O povo chinês nunca esquecerá que Cuba, liderada pelo camarada Fidel Castro, foi a primeira nação no hemisfério ocidental a estabelecer relações diplomáticas com a China, há 58 anos", declarou Xi, expressando gratidão ao Partido Comunista de Cuba e ao povo cubano por seu firme apoio à China na proteção da soberania e no desenvolvimento do país.

Xi recordou suas duas visitas a Cuba e as conversações profundas que teve com Fidel Castro, e insistiu aos dois países que "apreciem em dobro a amizade criada e cultivada pelas antigas gerações de líderes, herdem-na e desenvolvam-na e escrevam conjuntamente um novo capítulo da cooperação amistosa bilateral".

Xi valorizou a determinação inabalável do Partido, governo e povo cubanos para desenvolver as relações bilaterais e disse que as duas partes precisam ter um plano geral desde uma perspectiva de longo prazo para promover o desenvolvimento profundo das relações China-Cuba.

Também pediu a ambos os países consolidar mais a confiança e apoio mútuos, realizar uma cooperação de benefício mútuo e fortalecer os intercâmbios sobre governança.

Os dois países devem continuar apoiando-se mutuamente em assuntos concernentes aos interesses fundamentais e principais preocupações, disse Xi, acrescentando que a China apoia firmemente Cuba na proteção de sua soberania nacional e na eleição de um caminho socialista que se ajuste à sua situação nacional.

A China está convencida de que, com a forte liderança de Raúl Castro, Díaz-Canel e outros líderes, Cuba certamente atingirá novos ganhos, afirmou Xi.

Xi disse que a China aprecia a contribuição de Cuba para as relações entre a China e os países latino-americanos e caribenhos e que gostaria de manter uma estreita coordenação com Cuba sobre importantes assuntos internacionais e regionais.

A China saúda a participação de Cuba na construção do Cinturão e Rota, disse Xi, pedindo às duas partes fortalecer a cooperação nas áreas de comércio, energia, agricultura, turismo e manufatura biofarmacêutica.

Ao assinalar que antes de chegar a Beijing Díaz-Canel visitou a primeira Exposição Internacional de Importações da China, em Shanghai, Xi incentivou Cuba a fazer o melhor uso da exposição para expandir suas exportações à China.

"A cooperação da China com Cuba continua o princípio de apoiar a justiça e procurar interesses compartilhados", mencionou Xi, acrescentando que a China "apoiará Cuba em todos os aspectos em que pudermos apoiar".

Também pediu intercâmbios entre povos e culturais para promover o entendimento e a amizade mútua entre chineses e cubanos, especialmente para os jovens.

Díaz-Canel, que chegou na terça-feira a Shanghai para começar sua visita de Estado de três dias à China, disse que Cuba aprecia o apoio duradouro da China e que a nova geração de líderes cubanos continuará firmemente a amizade tradicional com a China.
Indicou que Cuba admira os êxitos obtidos pela China e que está extremamente de acordo com as ideias de desenvolvimento apresentados no 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China.

Cuba está disposta a aprender da China para atualizar seu modelo econômico e social nacional e para promover a causa da construção socialista, declarou Díaz-Canel, pedindo aos dois países que mantenham os intercâmbios de alto nível e o diálogo político, reforcem os intercâmbios em comércio, educação e cultura e fortaleçam a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais.

Antes das conversações, Xi realizou uma cerimônia de boas-vindas para Díaz-Canel no Grande Palácio do Povo em Beijing.

Depois das conversações, os dois líderes presenciaram a assinatura de uma série de documentos.

Também na quinta-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, reuniu-se com Díaz-Canel.

Li Zhanshu, presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, também se reuniu com Díaz-Canel no mesmo dia e pediu uma maior cooperação entre os órgãos legislativos dos dois países.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Brasil em marcha ré


Brasil cai em ranking mundial de competitividade
Economia brasileira ocupa a 72ª posição em lista de 140 países avaliados pelo Fórum Econômico Mundial. Falta de integração aos mercados globais e altas tarifas de importação são alguns dos quesitos preocupantes no país.





O Brasil somou 59,5 pontos, numa escala de zero a 100, e ocupou apenas a oitava colocação dentro da América Latina
O Brasil caiu três posições e aparece em 72º lugar no ranking que avalia a competitividade de 140 países, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em conjunto com a Fundação Dom Cabral. Os Estados Unidos lideraram como o país mais competitivo do mundo.

O Brasil soma 59,5 pontos, numa escala de zero a 100, e ocupa apenas a oitava colocação dentro da América Latina – Chile (33º), México (46º), Uruguai (53º), Costa Rica (55º), Colombia (60º), Peru (63º) e Panamá (64º). Dentro dos Estados que formam o grupo do Brics, o Brasil ficou atrás de todos: China (28º), Rússia (43º), Índia (58º) e África do Sul (67º).

Mundialmente, em 72º lugar, o Brasil fechou três posições abaixo em relação à listagem de 2017. A maior economia da América do Sul teve sua pontuação influenciada, sobretudo, por seu tamanho relativamente grande de mercado (10º no mundo) e seu desempenho no quesito Saúde (73º).

Além disso, o Brasil lidera a região latino-americana no quesito capacidade de inovação (40º no geral), mas segue abaixo de seu potencial, segundo o estudo. A fraca integração de políticas e a falta de coordenação entre os setores público e privado estão entre os fatores institucionais que inibiram um melhor desempenho. A Alemanha liderou a lista de país com a maior capacidade de inovação.

Por outro lado, o Brasil ocupou apenas a 108ª colocação no quesito dinamismo empresarial. O país também teve maus resultados em produtos (117º), como resultado da falta de concorrência no mercado, da presença de políticas de distorção (subsídios) e da falta de integração aos mercados globais, refletidas nas altas tarifas de importação (125º) e alta prevalência de barreiras comerciais (136º). O documento apontou ainda que o desempenho do mercado de trabalho segue sendo um dos maiores desafios para o Brasil, com queda no último ano. Neste quesito, o Brasil caiu de 99º para 114º no ranking – um indicativo de que as reformas aprovadas em 2017 com o objetivo de aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho ainda não produziram os efeitos desejados.

Segundo o relatório, o crescimento econômico na América Latina aumentou modestamente em 2017. Os países exportadores de commodities, como Brasil, Argentina e Chile, beneficiaram-se dos altos preços e da crescente demanda global. A inflação foi mantida sob controle na maioria dos países, com exceção da Argentina e, numa escala muito maior, da Venezuela.

Lideram a lista os Estados Unidos, com 85,6 pontos. Em seguida estão Cingapura, Alemanha, Suíça, Japão, Holanda, Hong Kong, Reino Unido, Suécia e Dinamarca.

O agora denominado Índice de Competitividade Global 4.0 é um pouco diferente das anteriores edições anuais, pois realizou alterações na metodologia para, segundo descrito no próprio relatório, refletir "a natureza mutável da competitividade econômica num mundo cada vez mais transformado por novas tecnologias digitais".

Nesta edição, 60% dos indicadores avaliados são novos. O índice de competitividade é formado por 98 variáveis agrupadas em 12 quesitos distribuídos em quatro fatores de competitividade: ambiente institucional, capital humano, mercados e ecossistema de inovação.
Num resumo geral, o relatório apontou que "a economia global não está preparado para a quarta revolução industrial". Das 140 economias avaliadas mundialmente, incríveis 103 pontuaram abaixo da metade no quesito capacidade de inovar.

"Abraçar a quarta revolução industrial se tornou um fator determinante para a competitividade", diz Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial. "Com este relatório, propomos uma abordagem para avaliar o desempenho dos países em relação a esse novo critério. Prevejo uma nova divisão global entre países que compreendem transformações inovadoras e aqueles que não o fazem."
PV/dw/ots
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