quarta-feira, 7 de junho de 2017

Movimento estratégico na Ásia



Presidente chinês tem artigo publicado em jornal cazaque
2017-06-07 20:20:42portuguese.xinhuanet.com 









Astana, 7 jun (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, teve publicado nesta quarta-feira um artigo no jornal cazaque "Aikyn Gazeti" sob o título "Que as relações China-Cazaquistão voem alto em direção às nossas aspirações compartilhadas", na véspera de sua visita de Estado ao país.

"Neste gradável mês de junho em meados do verão, quando todos seres vivos estão florescendo, vou viajar ao Cazaquistão pelo convite do presidente Nursultan Nazarbayev. Será minha terceira visita a seu país. Assistirei à cúpula anual da Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) e à cerimônia de abertura da Exposição Mundial 2017 de Astana", disse Xi no texto, mencionando as boas memórias dele sobre o país.

Xi lembrou que neste ano celebra-se o 25º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e o Cazaquistão, afirmou que nos últimos 25 anos "nossas relações bilaterais resistiram à prova de tempo e da situação internacional em mudança. Nossos dois países são não apenas bons vizinhos mas também parceiros estratégicos abrangentes."

O presidente chinês apontou que a confiança política mútua entre a China e o Cazaquistão tem crescido mais forte. "Nossos dois países se respeitam em termos de independência, soberania, integridade territorial e escolha de caminho de desenvolvimento", Xi.

Segundo Xi, a cooperação prática China-Cazaquistão tem se aprofundado continuamente. A China está entre os maiores parceiros comerciais e investidores do Cazaquistão. O investimento da China no Cazaquistão totalizou mais de US$ 42,8 bilhões. O empréstimo da China ao Cazaquistão superou US$ 50 bilhões sob uma base acumulativa.

Além disso, os intercâmbios pessoais e culturais entre os dois lados têm crescido mais estreitamente. Em 2016, cerca de 500 mil visitas mútuas foram feitos entre os dois países. Cinco Institutos Confúcio e sete Salas Confúcio foram estabelecidos no Cazaquistão enquanto quatro Centros Cazaquistão foram abertos nas universidades chinesas.

Trata-se da primeira visita de Xi ao Cazaquistão desde 2013, quando ele propôs a iniciativa do Cinturão Econômico da Rota da Seda, que iniciou o processo de cooperação do Cinturão e Rota. Durante os últimos quatro anos, a Iniciativa do Cinturão e Rota têm gradualmente se desenvolvido de uma proposta a ações e de um conceito à prática.

De acordo com Xi, a tarefa primordial de sua visita é ter discussões profundas com o presidente cazaque Nazarbayev sobre como os dois países podem avançar a parceria estratégica abrangente China-Cazaquistão sob as novas circunstâncias, acelerar a cooperação em todas as áreas e tomar um plano de ação abrangente para esse fim.

O presidente chinês levantou uma proposta de seis pontos em seu artigo para impulsionar a cooperação de ganho mútuo a fim de alcançar o desenvolvimento e prosperidade comuns.

-- Os dois lados devem promover a cooperação em construção conjunta do Cinturão e Rota.
-- Os dois lados devem fazer da cooperação de capacidade industrial uma nova área de crescimento na colaboração China-Cazaquistão.
-- Os dois lados devem promover vigorosamente a cooperação em alta tecnologia e inovação.
-- Os dois lados devem desenvolver programas que ajudam a aproximar os povos.
-- Os dois lados devem aprofundar a cooperação de segurança.
-- Os dois lados devem fortalecer a cooperação nos níveis internacionais e multilaterais.

Outra coisa importante na agenda de Xi no Cazaquistão é assistir à cúpula anual da Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) em Astana. Este ano marca o 15º aniversário da Carta da OCS e o 10º aniversário do Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação de Longo Prazo entre os Países Membros da OCS. Xi indicou que a confiança mútua entre os países membros da OCS tem sido cada vez mais forte e que um progresso sólido tem sido feito na cooperação dentro do bloco em todas as áreas.

Segundo Xi, a OCS concluiu que a cooperação de segurança é muito importante e tem feito mecanismos de cooperação para combater terrorismo, separatismo, extremismo, drogas e crimes transnacionais.

Os membros da OCS têm implementado o Programa de Comércio Multilateral e Cooperação Econômica dos Países Membros da OCS e a Estratégia de Desenvolvimento da OCS até 2025, e têm impulsionado estavelmente a cooperação nas áreas como comércio, investimento, conectividade, energia, finanças e agricultura.
Como presidente rotativo da OCS, o Cazaquistão tem contribuído de forma significante à organização e a seu desenvolvimento, disse Xi, acrescentando que na iminente cúpula de Astana os líderes dos países membros tomarão muitas decisões importantes sobre a aprofundação da cooperação em todas as áreas e a primeira expansão de membros do bloco. "Essas decisões fortalecerão a posição da organização para o futuro desenvolvimento."

Em relação à Feira de Astana de 2017, a primeira do tipo em um país no centro asiático, Xi expressou seu apoio. Segundo ele, o pavilhão chinês mostra as tecnologias avançadas como um mini-sol artificial usando a fusão nuclear e um simulador de cabine de piloto de trem-bala. O pavilhão chinês visa promover um estilo de vida e uma produção ecológico, de baixo carbono, circular e sustentável.

"Acredito que se nos mantivermos fiéis a nossos objetivos e trabalharmos estreitamente em conjunto as relações China-Cazaquistão voarão mais alto em direção às nossas aspirações compartilhadas e conduzirão um futuro ainda melhor", finalizou o presidente chinês.

sábado, 13 de maio de 2017

Chega de guerras



Irã poderá intervir militarmente no Paquistão para eliminar células terroristas?

Enquanto no próprio Irã decorre ativamente a corrida presidencial, na frente externa se adensam mais nuvens negras sobre o país. A elevada tensão se criou, desta vez, nas relações com seu vizinho de sudeste, o Paquistão.



Anteriormente, guardas de fronteira iranianos que estavam patrulhando o território da cidade de Mirjaveh, na província de Sistão-Baluchistão, foram de repente atacados por um grupo de terroristas fortemente armados. Na sequência do confronto, morreram 10 guardas de fronteira, enquanto 3 ficaram feridos. Os criminosos, por sua vez, conseguiram se refugiar em território paquistanês.

Os diplomatas iranianos apresentaram seu protesto à parte paquistanesa e exigiram que a segurança fosse melhor garantida. O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas iranianas, general de divisão Mohammad Hossein Bagheri, também reagiu com dureza ao assunto. Em um programa do canal IRINN, ele afirmou: "Infelizmente, o território fronteiriço em terra paquistanesa se tornou um refúgio e polígono de treinamento para os terroristas contratados pela Arábia Saudita com o aval dos EUA."
Além disso, o general ameaçou abrir fogo em resposta às provocações.

"A situação existente na fronteira comum é completamente inaceitável para nós. Esperamos que as autoridades paquistanesas tomem controle da fronteira, detenham e extraditem os terroristas, bem como liquidem suas bases. Caso os ataques continuem [a partir de território paquistanês], nós vamos efetuar ataques demolidores contra os refúgios e campos dos terroristas, onde quer que eles estejam", advertiu o militar iraniano.

A Sputnik Persa efetuou uma pesquisa sobre a hipótese de o Irã conduzir uma operação militar antiterrorista em território paquistanês. O especialista permanente da Sputnik e editor executivo da edição Iran Press, Emad Abshenass, esclareceu que o país não está planejando qualquer ato de agressão contra seu vizinho, mas está pronto para desferir um golpe simétrico para garantir sua segurança.

"As relações do Irã com seu vizinho sudeste têm sido sinceras e amistosas desde a fundação da República Islâmica do Paquistão até hoje. Infelizmente, o último incidente teve a participação de uma terceira parte — a Arábia Saudita. Visando criar discórdia entre os nossos dois países, Riad financiou as estruturas políticas e militares em Islamabad com o fim de criar campos para os terroristas no território paquistanês, os quais se poderá a qualquer momento enviar com uma ‘missão' extremista até às fronteiras orientais do Irã. Seu objetivo final é penetrar dentro do Irã e minar o sistema de segurança do país", assegurou.

 © AFP 2017/ A MAJEED
Segundo o jornalista, os iranianos estão, com efeito, preocupados com o problema e esperam que as autoridades paquistanesas acabem por tomar o controle dos territórios fronteiriços.

"É de assinalar que os terroristas têm polígonos de treinamento precisamente no território paquistanês. Ao mesmo tempo, o potencial do Exército paquistanês lhe permite não só reduzir, mas até liquidar todos os campos e bases dos terroristas", sublinhou ele, adiantando que, em conformidade com o direito internacional, o governo paquistanês não deve permitir que no seu território haja polígonos e quaisquer bases de extremistas que possam ser usados para atacar os territórios vizinhos.

"De acordo com todas as normas e regras, o Irã, em caso de outro ataque terrorista, tem o direito de empreender medidas de resposta, tanto mais que todas as advertências em relação a isso já foram expressas à parte paquistanesa", destacou.

De acordo com o especialista, o Irã já emitiu os respectivos avisos, tanto no sentido político como militar, aos seus vizinhos. Estes avisos "não devem ser compreendidos como uma ameaça de agressão ou ataque militar por parte do Irã contra seu vizinho", já que neste contexto "o Irã se vê obrigado a garantir sua segurança".