sábado, 10 de novembro de 2018

China e Cuba boas relações

Xi realiza conversações com presidente cubano para impulsionar relações
2018-11-09 10:48:20portuguese.xinhuanet.com







Beijing, 9 nov (Xinhua) -- O presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se quinta-feira em Beijing com seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel, e pediu que os dois países valorizem a tradicional amizade bilateral e escrevam um novo capítulo na cooperação amistosa.

Xi deu as boas-vindas à primeira visita de Estado de Díaz-Canel à China e pediu ao presidente que transmita suas cordiais saudações a Raúl Castro, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

Ao elogiar Cuba como um grande país, Xi disse que ela ganhou o respeito do mundo ao insistir em seu próprio caminho de desenvolvimento apesar das dificuldades e os obstáculos durante o meio século passado.


Como países socialistas, China e Cuba são boas amigas, camaradas e irmãs, afirmou Xi, acrescentando que isso é um fato provado e que a relação resistiu ao teste do tempo e às mudanças na situação internacional.

"O povo chinês nunca esquecerá que Cuba, liderada pelo camarada Fidel Castro, foi a primeira nação no hemisfério ocidental a estabelecer relações diplomáticas com a China, há 58 anos", declarou Xi, expressando gratidão ao Partido Comunista de Cuba e ao povo cubano por seu firme apoio à China na proteção da soberania e no desenvolvimento do país.

Xi recordou suas duas visitas a Cuba e as conversações profundas que teve com Fidel Castro, e insistiu aos dois países que "apreciem em dobro a amizade criada e cultivada pelas antigas gerações de líderes, herdem-na e desenvolvam-na e escrevam conjuntamente um novo capítulo da cooperação amistosa bilateral".

Xi valorizou a determinação inabalável do Partido, governo e povo cubanos para desenvolver as relações bilaterais e disse que as duas partes precisam ter um plano geral desde uma perspectiva de longo prazo para promover o desenvolvimento profundo das relações China-Cuba.

Também pediu a ambos os países consolidar mais a confiança e apoio mútuos, realizar uma cooperação de benefício mútuo e fortalecer os intercâmbios sobre governança.

Os dois países devem continuar apoiando-se mutuamente em assuntos concernentes aos interesses fundamentais e principais preocupações, disse Xi, acrescentando que a China apoia firmemente Cuba na proteção de sua soberania nacional e na eleição de um caminho socialista que se ajuste à sua situação nacional.

A China está convencida de que, com a forte liderança de Raúl Castro, Díaz-Canel e outros líderes, Cuba certamente atingirá novos ganhos, afirmou Xi.

Xi disse que a China aprecia a contribuição de Cuba para as relações entre a China e os países latino-americanos e caribenhos e que gostaria de manter uma estreita coordenação com Cuba sobre importantes assuntos internacionais e regionais.

A China saúda a participação de Cuba na construção do Cinturão e Rota, disse Xi, pedindo às duas partes fortalecer a cooperação nas áreas de comércio, energia, agricultura, turismo e manufatura biofarmacêutica.

Ao assinalar que antes de chegar a Beijing Díaz-Canel visitou a primeira Exposição Internacional de Importações da China, em Shanghai, Xi incentivou Cuba a fazer o melhor uso da exposição para expandir suas exportações à China.

"A cooperação da China com Cuba continua o princípio de apoiar a justiça e procurar interesses compartilhados", mencionou Xi, acrescentando que a China "apoiará Cuba em todos os aspectos em que pudermos apoiar".

Também pediu intercâmbios entre povos e culturais para promover o entendimento e a amizade mútua entre chineses e cubanos, especialmente para os jovens.

Díaz-Canel, que chegou na terça-feira a Shanghai para começar sua visita de Estado de três dias à China, disse que Cuba aprecia o apoio duradouro da China e que a nova geração de líderes cubanos continuará firmemente a amizade tradicional com a China.
Indicou que Cuba admira os êxitos obtidos pela China e que está extremamente de acordo com as ideias de desenvolvimento apresentados no 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China.

Cuba está disposta a aprender da China para atualizar seu modelo econômico e social nacional e para promover a causa da construção socialista, declarou Díaz-Canel, pedindo aos dois países que mantenham os intercâmbios de alto nível e o diálogo político, reforcem os intercâmbios em comércio, educação e cultura e fortaleçam a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais.

Antes das conversações, Xi realizou uma cerimônia de boas-vindas para Díaz-Canel no Grande Palácio do Povo em Beijing.

Depois das conversações, os dois líderes presenciaram a assinatura de uma série de documentos.

Também na quinta-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, reuniu-se com Díaz-Canel.

Li Zhanshu, presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, também se reuniu com Díaz-Canel no mesmo dia e pediu uma maior cooperação entre os órgãos legislativos dos dois países.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Brasil em marcha ré


Brasil cai em ranking mundial de competitividade
Economia brasileira ocupa a 72ª posição em lista de 140 países avaliados pelo Fórum Econômico Mundial. Falta de integração aos mercados globais e altas tarifas de importação são alguns dos quesitos preocupantes no país.





O Brasil somou 59,5 pontos, numa escala de zero a 100, e ocupou apenas a oitava colocação dentro da América Latina
O Brasil caiu três posições e aparece em 72º lugar no ranking que avalia a competitividade de 140 países, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em conjunto com a Fundação Dom Cabral. Os Estados Unidos lideraram como o país mais competitivo do mundo.

O Brasil soma 59,5 pontos, numa escala de zero a 100, e ocupa apenas a oitava colocação dentro da América Latina – Chile (33º), México (46º), Uruguai (53º), Costa Rica (55º), Colombia (60º), Peru (63º) e Panamá (64º). Dentro dos Estados que formam o grupo do Brics, o Brasil ficou atrás de todos: China (28º), Rússia (43º), Índia (58º) e África do Sul (67º).

Mundialmente, em 72º lugar, o Brasil fechou três posições abaixo em relação à listagem de 2017. A maior economia da América do Sul teve sua pontuação influenciada, sobretudo, por seu tamanho relativamente grande de mercado (10º no mundo) e seu desempenho no quesito Saúde (73º).

Além disso, o Brasil lidera a região latino-americana no quesito capacidade de inovação (40º no geral), mas segue abaixo de seu potencial, segundo o estudo. A fraca integração de políticas e a falta de coordenação entre os setores público e privado estão entre os fatores institucionais que inibiram um melhor desempenho. A Alemanha liderou a lista de país com a maior capacidade de inovação.

Por outro lado, o Brasil ocupou apenas a 108ª colocação no quesito dinamismo empresarial. O país também teve maus resultados em produtos (117º), como resultado da falta de concorrência no mercado, da presença de políticas de distorção (subsídios) e da falta de integração aos mercados globais, refletidas nas altas tarifas de importação (125º) e alta prevalência de barreiras comerciais (136º). O documento apontou ainda que o desempenho do mercado de trabalho segue sendo um dos maiores desafios para o Brasil, com queda no último ano. Neste quesito, o Brasil caiu de 99º para 114º no ranking – um indicativo de que as reformas aprovadas em 2017 com o objetivo de aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho ainda não produziram os efeitos desejados.

Segundo o relatório, o crescimento econômico na América Latina aumentou modestamente em 2017. Os países exportadores de commodities, como Brasil, Argentina e Chile, beneficiaram-se dos altos preços e da crescente demanda global. A inflação foi mantida sob controle na maioria dos países, com exceção da Argentina e, numa escala muito maior, da Venezuela.

Lideram a lista os Estados Unidos, com 85,6 pontos. Em seguida estão Cingapura, Alemanha, Suíça, Japão, Holanda, Hong Kong, Reino Unido, Suécia e Dinamarca.

O agora denominado Índice de Competitividade Global 4.0 é um pouco diferente das anteriores edições anuais, pois realizou alterações na metodologia para, segundo descrito no próprio relatório, refletir "a natureza mutável da competitividade econômica num mundo cada vez mais transformado por novas tecnologias digitais".

Nesta edição, 60% dos indicadores avaliados são novos. O índice de competitividade é formado por 98 variáveis agrupadas em 12 quesitos distribuídos em quatro fatores de competitividade: ambiente institucional, capital humano, mercados e ecossistema de inovação.
Num resumo geral, o relatório apontou que "a economia global não está preparado para a quarta revolução industrial". Das 140 economias avaliadas mundialmente, incríveis 103 pontuaram abaixo da metade no quesito capacidade de inovar.

"Abraçar a quarta revolução industrial se tornou um fator determinante para a competitividade", diz Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial. "Com este relatório, propomos uma abordagem para avaliar o desempenho dos países em relação a esse novo critério. Prevejo uma nova divisão global entre países que compreendem transformações inovadoras e aqueles que não o fazem."
PV/dw/ots
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O Brasil tentando se conter



Marinha cria projeto para combater tráfico de drogas e armas pelo mar
Recursos já foram liberados para compra de radares e câmaras térmicas
Publicado em 05/09/2018 - 20:04
Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro



A ação de traficantes de drogas e armas, que estão utilizando vias marítimas para driblar a fiscalização nas estradas, é o principal foco do sistema desenvolvido pela Marinha do Brasil para monitoramento da costa brasileira. Batizado de Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), o projeto começará pela Baía de Guanabara, em sua primeira fase, e se estenderá até a costa de São Paulo.

Para viabilizar a iniciativa, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, assinaram, nesta quarta-feira (5), documento autorizando o repasse de R$ 20 milhões, em uma primeira etapa, e de mais R$ 20 milhões, em um segundo momento, para sua ampliação.

 O ministro Raul Jungmann assina acordo que libera recursos para a Marinha implantar sistema de monitoramento contra o tráfico de drogas e armas pelo mar - Fernando Frazão/Agência Brasil

Na primeira fase, o dinheiro será utilizado na compra de equipamentos, como radares e câmeras térmicas infravermelhas, para visualização noturna, e o desenvolvimento de um programa de computador totalmente nacional para gerenciar o sistema.

“Nós já fizemos um cerco pela área terrestre do Rio de Janeiro, nas rodovias federais, através da Polícia Rodoviária Federal. Então nós temos que fechar e blindar o Rio também pela via marítima. Este projeto vai permitir que se monitore todo e qualquer tráfego marítimo, na Baía de Guanabara, e depois em Angra dos Reis, se estendendo até Santos. Os principais portos, onde saem e entram mercadorias em navios, estarão monitorados e será um golpe no tráfico de armas e de drogas”, disse Jungmann, no Comando de Operações Navais, no centro do Rio.

O comandante da Marinha comemorou o aporte de recursos e destacou a importância do projeto no combate ao crime organizado. “Uma das pretensões do projeto é o combate à criminalidade, ultrapassando a GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Permitindo fornecer inteligência às demais agências em caráter permanente. Este projeto vai estabelecer o sistema de vigilância e controle na Baía de Guanabara, composto de radares e câmeras térmicas, o que vai permitir detectar e identificar as embarcações, buscando aquelas que estão cometendo algum tipo de ilícito”, disse o almirante.

Detecção de aviões
Em outra frente de combate, segundo o ministro Jungmann, o Brasil vai instalar, ainda este ano, um novo sistema de radares para detectar pequenos aviões que voam em baixas altitudes, geralmente usados por traficantes e contrabandistas, nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. Atualmente, os radares que o país tem na região são voltados para a defesa do espaço aéreo, com foco em aviões voando a grandes altitudes.

“Segundo a Aeronáutica, fechado o acordo, transferidos os recursos, em três meses eles começam a operar. Isto significa fechar, por via aérea, nossas fronteiras para o tráfico de drogas. Nós estamos fechando aqui por via marítima os principais portos do Brasil, Rio de Janeiro e Santos, e as baías ao longo do litoral, e nós vamos fechar também a fronteira com dois países com quem temos dificuldades críticas em termos de ilícitos transfronteiriços. Nós vamos fazer isso antes do fim do ano”, garantiu Jungmann.

Fim da intervenção
O ministro comentou ainda a dificuldade de se prorrogar a intervenção no Rio de Janeiro após 31 de dezembro, porque complicaria o trâmite político do próximo presidente da República, já que a Constituição veda mudanças em seu texto na vigência de intervenção em algum estado. No entanto, as tropas federais continuariam no estado.

“Isto é constitucional. Portanto, eu acho muito improvável que ela continue. Hoje, o mais adequado é deixar de lado a intervenção, por conta desse problema político, pois nenhum presidente da República vai deixar de ter projetos de emendas constitucionais, mas mantendo a Garantia da Lei e da Ordem, que é contar com todos os recursos das Forças Armadas, seguindo o planejamento traçado pela intervenção”, disse Jungmann.
Saiba mais
Edição: Davi Oliveira