sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Uma China em mutação ambiental


Tibet está ficando mais verde





A taxa de cobertura verde do Tibet tem crescido cerca de 10% ao longo dos últimos cinco anos devido ao reflorestamento e mudanças climáticas, disseram as autoridades de meteorologia locais na quinta-feira. 

Análises de dados de satélite mostram que a proporção de cobertura de terra por vegetação é 8% maior do que no ano 2000, e que a taxa de crescimento tem aumentado mais de 10% desde 2010, disse Xiang Yuyi, vice-diretor do agência de meteorologia do Tibet. 

Nos últimos 15 anos, a vegetação da região tem crescido mais densa em cerca de 214 mil quilômetros quadrados, que é cerca de 18,8% da área total do Tibet. Enquanto isso, tem ficado menos densa em cerca de 204 mil quilômetros quadrados, cerca de 18,3% da área total. 

O fato de que o Tibet tem ficado mais quente e húmido é um importante fator para seu esverdeamento, disse Du Jun, diretor do departamento de clima da agência. 

De 1961 a 2014, a temperatura média regional anual da superfície subiu na média de 0,31 graus Celsios a cada dez anos. A média anual de chuvas tem aumentado em 6,9 milímetros a cada década. 

De acordo com Du, o meio ambiente também tem melhorado por medidas do governo incluindo a limitação de atividades de pecuária para proteger o solo, e a ampliação a cobertura de floresta por meio como controle de areia, transformação de terras agrícolas em floresta, e construção de reservas naturais. 
 
Dados oficiais mostram que a cobertura de floresta do Tibet cresceu de 12,37% em 2002 para 14,01% atualmente.
Xinhua



China se esforça por colheita excepcional em meio à preocupação com El Niño



Enquanto agricultores chineses colhem trigo no norte e as chuvas castigam o sul, distintas frentes climáticas são vistas como um prenúncio do El Niño. 

A colheita de trigo está quase concluída nas principais províncias produtoras de Henan e Anhui e continua a pleno vapor em Shandong e Hebei. 

Essa safra deve ser maior neste ano em Henan, principal produtor de cereais do país, graças à chuva oportuna, declarou Huang Wei, do departamento de agricultura da província. 

No verão passado, Henan obteve uma safra histórica de 33 milhões de toneladas de trigo. 

Não obstante, a produção do outono pode não ser tão boa devido à incerteza climática provocada pelo El Niño, aquecimento incomum na superfície do Oceano Pacífico. O padrão climático é capaz de causar incertezas que o setor agrícola prefere não ter. 

O El Niño continuará se fortalecendo neste verão e durará até o outono, afirmou neste mês o Centro Nacional de Meteorologia da China. 

Atualmente se encontra em força mediana e deve alcançar uma magnitude forte, sublinhou o centro, que previu chuvas maiores do que as habituais nas áreas sul e oriental do país durante os meses do verão, enquanto a região norte deve ter secas no verão e outono. 

Entre 25 e 31 de maio, a temperatura da água na superfície do oceano ao longo da Linha do equador foi 1,4 grau Celsius acima da normal, de acordo com o centro. 

Embora seja difícil prever seu desenvolvimento, o El Niño chegará à máxima potência no inverno com uma magnitude que possivelmente se aproximará à de 1997-1998, quando muitos rios da China no nordeste transbordaram, indicou Bueh Cholaw, pesquisador climático da Academia Chinesa de Ciências (ACC). 

Em maio, a precipitação acumulada no sul foi de 50% maior em relação à dos anos normais. 

O Ministério da Agricultura advertiu que o tempo adverso possa causar danos às colheitas de arroz e cereais no norte. 

Diante dos possíveis anos, o ministério pediu às autoridades agrícolas que fiquem alertas e difundam a orientação em alívio de desastres e informação científica aos agricultores. 

A produção total de cereais da China aumentou pelo 11º ano consecutivo e chegou a 607 milhões de toneladas em 2014. Este ano, a meta é de 550 milhões. 

A China investiu para melhorar as instalações agrícolas e enfrentar melhor os desastres naturais. 

Henan, por exemplo, conta agora com 2,4 milhões de hectares de terras de cultivo de alta qualidade e planeja outros 600 mil hectares neste ano.
Xinhua