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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

China finalmente permite entrada de especialistas da OMS

 China finalmente permite entrada de especialistas da OMS

Após meses de impasse, governo de Pequim receberá missão internacional que vai investigar origem do coronavírus. País asiático vem promovendo teorias alternativas para a origem da doença.

Emblema da Organização Mundial da Saúde na sede da entidade em Genebra
Emblema da Organização Mundial da Saúde em Genebra

Uma equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu permissão para viajar à China nesta semana para realizar uma investigação sobre as origens do coronavírus Sars-Cov-2, o causador da covid-19. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11/01) pela Comissão Nacional de Saúde chinesa.

A notícia encerra meses de um impasse entre o governo de Pequim e a OMS, após extensas negociações entre as duas partes. Nas últimas semanas, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, vinha se queixando dos atrasos.

Membros da equipe internacional já haviam deixado seus países de origem rumo à China nos primeiros dias do ano, mas, segundo Tedros, os chineses ainda não tinham fornecido as autorizações necessárias para o acesso ao país, que registrou oficialmente o primeiro surto mundial de covid-19 na cidade de Wuhan, nos últimos dias de dezembro de 2019.

O Ministério do Exterior chinês disse que havia ocorrido um "mal-entendido", e garantiu na semana passada que "nunca houve nenhum problema de cooperação" com a OMS. Segundo o órgão, a entidade de saúde sabia que não se tratava apenas de "um problema de visto", e acrescentou as duas partes ainda preparavam a visita. Os cientistas tiveram de voltar para seus países de origem até que a situação fosse resolvida.

O Ministério disse que a China aprovou a visita para possibilitar uma "troca de perspectivas entre os cientistas chineses e os especialistas médicos dentro da cooperação científica pra rastrear a origem do novo coronavírus”.

Teorias divergentes sobre origem do coronavírus

Em um breve comunicado publicado em seu portal de internet, a Comissão Nacional de Saúde apenas indica que os técnicos da OMS chegarão à China na próxima quinta-feira. Não foi esclarecido se os especialistas poderão viajar também a Wuhan.

A missão, considerada como prioritária para a OMS, é formada por especialistas ligados à entidade e à Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) e à Organização Mundial da Saúde Animal, com integrantes de Estados Unidos, Japão, Rússia, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Austrália, Vietnã, Alemanha e Catar.

A teoria inicial sobre a origem da doença afirma que o coronavírus se espalhou por um mercado de produtos frescos e animais em Wuhan. A imprensa oficial chinesa, controlada pelo regime comunista, porém, vem promovendo nos últimos meses narrativas alternativas para tirar o país do foco, apontando, por exemplo, que o surto pode ter surgido a partir de alimentos congelados importados de outros países. A China vem sendo acusada de ter tentado abafar inicialmente o surgimento da doença.

Os especialistas da OMS já tenham visitaram a China em fevereiro e julho do ano passado, mas não revelaram detalhes de suas investigações.

Tedros comemorou a decisão chinesa. "Esperamos trabalhar próximo aos nossos parceiros chineses nesta missão crítica para identificar a fonte do vírus e sua rota de transmissão aos humanos", escreveu em seu perfil no Twitter.



Noticia: dw.com

 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

China deve ultrapassar EUA como maior economia global em 2028

 China deve ultrapassar EUA como maior economia global em 2028

Declínio da economia americana durante a pandemia e rápida recuperação da China devem antecipar em cinco anos ascensão do país asiático como maior economia do mundo.

China | Präsident Xi Jinping und Joe Biden
O presidente chinês Xi Jinping e o presidente eleito Joe Biden em 2013. Chineses vêm se recuperando mais rapidamente da pandemia

A resposta da China à pandemia do coronavírus abriu seu caminho para se tornar a maior economia do mundo antes do final da década, de acordo com um novo relatório de um grupo de estudos do Reino Unido.

A pandemia de coronavírus e suas consequências econômicas devem ajudar a China a superar mais cedo os EUA como a maior economia do mundo. Espera-se agora que Pequim ultrapasse os EUA até 2028, e não mais em 2033, apontou o Centro de Pesquisa Econômica e Empresarial (CEBR), um think thank britânico.

"Esperamos que a participação dos Estados Unidos no PIB global diminua a partir de 2021 e que o país seja eventualmente ultrapassado pela China como a maior economia do mundo", apontou CEBR em um relatório anual divulgado neste sábado ((26/12)"Esperamos agora que isso aconteça em 2028, cinco anos mais cedo do que na edição anterior do ranking.”

O relatório detalha projeções de economia de 193 países. O texto deste ano destacou que os países da Ásia foram mais bem-sucedidos ao lidar com a pandemia do que as nações europeias e os EUA. O relatório elogiou a "gestão hábil da pandemia" da China, em que a imposição de um lockdown rígido e precoce manteve os números sob controle.

O CEBR prevê que a pandemia deve provocar um encolhimento de US$ 6 trilhões na economia global em comparação com 2019. De acordo com o relatório, o Produto Interno Bruto da China deve crescer 2% em 2020, em contraste com outras grandes economias, que enfrentam recessão. Já o dos EUA deve sofrer um recuo 5%. Já o Brasil, segundo o CEBR, deve ter uma queda de 5% em 2020.

O relatório ainda posiciona o Brasil em 12ª entre as maiores economias. A previsão é que o país sul-americano deve chegar ao 9º posto somente em 2035. Espera-se que o Japão continue a ser a terceira maior economia até o início de 2030, quando a Índia deve superar o país, empurrando a Alemanha para o quinto lugar.

O relatório ainda aponta que após "uma forte recuperação pós-pandemia em 2021", a economia dos EUA crescerá apenas 1,9% ao ano de 2022-24 e desacelerará para 1,6% nos anos seguintes. Em contraste, a economia chinesa deve crescer 5,7% ao ano até 2025 e 4,5% ao ano de 2026-2030.

No entanto, o chinês médio permanecerá mais pobre em termos financeiros do que o americano médio, mesmo depois que a China se tornar a maior economia do mundo, considerando que a população da China é quatro vezes maior.


Noticia; dw.com

 



quarta-feira, 11 de março de 2020

OMS e a Pandemia


OMS declara pandemia do novo coronavírus
Diretor-geral da OMS observa que número de casos fora da China se multiplicou por 13, e o de países afetados triplicou em apenas duas semanas. Ele pede aos países ação urgente e enérgica contra o Sars-Cov-2.

  
Policial usa máscara em Milão, na Itália, um dos países mais afetados pelo novo coronavírus

A disseminação da doença covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-Cov-2, pode ser caracterizada como uma pandemia, afirmou nesta quarta-feira (11/03) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra, Suíça.

O número de casos fora da China se multiplicou por 13 em duas semanas, e o de países afetados triplicou, afirmou o diretor-geral como justificativa para usar a expressão, que vinha evitando nas últimas semanas.

O termo "pandemia" designa a disseminação de uma doença por vários países ou continentes. Segundo a OMS, já há mais de 118 mil casos de infecção com o vírus Sars-Cov-2 em 114 países, com 4.291 mortes oficialmente confirmadas.

Segundo Ghebreyesus, o número de infecções, mortes e países atingidos deverá aumentar ainda mais. Ele se disse também muito preocupado com os "níveis alarmantes de disseminação e gravidade", bem como com os "níveis alarmantes de inação" diante do vírus, indicando que a classificação como pandemia é um estímulo para que os países ajam.

A declaração não muda nada naquilo que os países já deveriam estar fazendo para combater de forma enérgica o avanço do vírus, acrescentou. "Todos os países ainda podem mudar o rumo dessa pandemia", sendo necessário, para tal, esforços em detectar os infectados, isolá-los e tratá-los, assim como mobilizar a população em resposta ao avanço do vírus.

"Pedimos todos os dias aos países que adotem medidas urgentes e enérgicas. Soamos o alarme alto e claro", reiterou Ghebreyesus. A OMS afirmou que Irã e Itália são as atuais frentes de combate, mas que novos países vão se unir a eles em breve.

Também nesta quarta-feira, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, se manifestou pela primeira vez sobre o avanço do novo coronavírus no país, insistindo que a disseminação do patógeno seja contida, e que é preciso união no combate ao surto. O país tem cerca de 1.300 infecções e duas mortes confirmadas.

"Nossa solidariedade, nossa razão e nossa compaixão mútua estão sendo colocadas à prova, e desejo que passemos nessa prova", disse Merkel em Berlim, ao lado do ministro da Saúde, Jens Spahn.
AS/ap/dpa/efe
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