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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Preocupante mesmo



Obama diz que líderes mundiais estão apreensivos com candidatura de Donald Trump
  • 26/05/2016 10h36
  • Estados Unidos
José Romildo – Correspondente da Agência Brasil











 Donald Trump é candidato à Presidência norte-americana pelo Partido RepublicanoAp Photo/Sputnik/Greg Allen
Em viagem ao Japão, o presidente Barack Obama disse hoje (26) que os líderes mundiais estão “apreensivos” com a iminente indicação de Donald Trump para concorrer a Presidência dos Estados Unidos nas eleições de novembro deste ano.

Obama chegou ao Japão ontem (25), depois de visitar o Vietnã. Amanhã (27), ele visitará Hiroshima, cidade atingida por uma bomba atômica lançada pelos Estados Unidos, em 6 de agosto de 1945, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

Em entrevista à imprensa, Obama disse que a eleição presidencial norte-americana está sendo observada atentamente pelos dirigentes políticos internacionais. De acordo com ele, os líderes mundiais estão "surpresos" com a candidatura de Trump à Presidência norte-americana pelo Partido Republicano.

"[Os líderes mundiais] não têm certeza sobre o grau de seriedade que devem dar a alguns pronunciamentos [de Trump], mas eles estão apreensivos [com o candidato republicano], e por uma boa razão, porque muitas de suas propostas demonstram ou ignorância em relação a assuntos internacionais ou uma atitude arrogante", acrescentou Obama.

Obama disse que muitas propostas controversas de Trump se originam em informações de Twitter ou do noticiário em vez de buscar apoio em um pensamento que mantenha a América segura e o "mundo em equilíbrio."

Durante sua campanha eleitoral, Donald Trump tem feito frequentes ataques a países que têm longa tradição de comércio com os Estados Unidos. Em 2 de maio deste ano, em um comício em Indiana, Trump disse : "Não podemos continuar permitindo que a China permaneça a estuprar nosso país, e é isso que [os chineses] estão fazendo".

Trump também disse, em outros comícios, que pretende proibir muçulmanos de entrar em território norte-americano, chamou ainda de “horrendo” o acordo assinado pelos EUA com o Irã e se comprometeu a "construir um muro" ao longo da fronteira mexicana.


Edição: Talita Cavalcante

domingo, 27 de dezembro de 2015

A China se prepara para enfrentar o terror

Parlamento chinês aprova primeira lei antiterrorista do país
  • 27/12/2015 13h16
  • Brasília
Da Agência Brasil





A China aprovou hoje (27) a primeira lei antiterrorista da história do país. A nova legislação, que passou por três revisões, estabelece restrições a divulgação de ataques terroristas e amplia as competências do governo nessas situações. Entre os pontos polêmicos do texto, estão exigências feitas a empresas de tecnologia, como o acesso a códigos de dados pelo governo chinês.

Até hoje, a China não dispunha de legislação específica para a luta contra o terrorismo e recorria a dispositivos da Lei Criminal ou da Lei de Resposta a Emergências do país. Países como os Estados Unidos já expressaram publicamente "preocupação" em relação à nova legislação chinesa sobre terrorismo. Recentemente, o presidente norte-americano, Barack Obama, fez um alerta ao líder chinês, Xi Jinping.

Pequim argumenta que cidadãos chineses têm sido alvos de ações terroristas no mundo – como Fan Jinghui, sequestrado e assassinado pelo Estado Islâmico, na Síria, e os três diretores de uma empresa ferroviária que morreram durante um ataque jihadista a um hotel de Bamaco, no Mali, em novembro.

O governo chinês também tem vinculado a grupos ‘jihadistas’ estrangeiros os ataques perpetrados na região de Xinhjiang, no Noroeste do país, onde está grande parte da minoria étnica muçulmana Uigur. Os grupos que moram neste local afirmam que a violência é resultado da repressão do governo de Pequim.

Violência doméstica
Além da lei antiterrorista, o Parlamento chinês também aprovou a Lei de Violência Doméstica, considerada um avanço histórico em relação à igualdade de gênero na China. Os deputados incluíram no texto os abusos psicológicos juntamente com os físicos. Entre os abusos previstos, estão os golpes, as feridas ou restrições ao movimento, ameaças ou insultos.

Há anos que os órgãos legislativos chineses debatiam uma legislação específica sobre violência doméstica, tema que foi tabu no país durante décadas. Segundo dados da Academia Chinesa de Ciências Sociais, um terço das mulheres chinesas sofre violência física, psicológica ou sexual. A Federação das Mulheres da China recebe anualmente cerca de 50 mil denúncias por violência de gênero.

*Com informações da Lusa e da Sputnik

Edição: Talita Cavalcante