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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Momento dificil para o Brasil.



Depois de ultrapassar R$ 4,20,
dólar cai e fecha abaixo de R$ 4









Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Em um dia de forte volatilidade, em que chegou a superar R$ 4,20, a moeda norte-americana caiu e voltou a ficar abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) com queda de R$ 0,155 (3,73%), vendido a R$ 3,99.

Ontem, o dólar tinha encerrado o dia vendido a R$ 4,146. A moeda abriu a sessão de hoje em alta e chegou a atingir R$ 4,248 na máxima do dia, por volta das 10h30. Nas horas seguintes, porém, reverteu a tendência e passou a cair, até fechar abaixo de R$ 4. A divisa acumula alta de 10% em setembro e de 50,1% em 2015.

A cotação passou a cair depois que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, informou que o banco pode vender dólares das reservas internacionais no mercado à vista, operação que não é feita desde fevereiro de 2009. Apesar da declaração, o BC não começou a se desfazer dos recursos das reservas, atualmente em US$ 370,6 bilhões.

A autoridade monetária renovou integralmente 9,4 mil contratos de swap cambial (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro) que venceriam em outubro e leiloou 20 mil novos contratos com vencimento em 1º de setembro de 2016. Diferentemente dos últimos dias, o BC não vendeu dólares das reservas com compromisso de recompra, quando o dinheiro volta para o BC algumas semanas depois da venda.

As reservas internacionais funcionam como um instrumento de segurança para o país em caso de crise no mercado de câmbio. Normalmente, o BC evita vender diretamente recursos das reservas para não comprometer esse mecanismo de proteção, preferindo operações no mercado futuro, como os swaps cambiais, que transferem a demanda pela moeda norte-americana do presente para o futuro. Em caso de turbulência severa, no entanto, a autoridade monetária pode lançar mão das reservas cambiais.
  • 24/09/2015 18h22 Brasília Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

domingo, 16 de agosto de 2015

A China em crise?

TEMOR EM TODAS AS PRAÇAS:
A CHINA BALANÇA









A recente desvalorização da moeda chinesa causou temores em todo o mundo. A segunda maior economia, com seu perfil exportador apesar do gigantesco mercado interno, sacudiu as bolsas de valores de todos os continentes e os mercados globais entraram em estado de atenção máximo:  estaria o gigante asiático iniciando uma guerra cambial? Seria apenas isto num momento que seu fabuloso  crescimento parece estagnando em 7%?  Afinal esta desvalorização aguenta preços de produtos baixos em  toda América Latina  exportadora de commodities, quase que exclusivamente? 

Afinal, com moeda mais fraca os produtos chineses ganham competitividade, acelerando assim o motor dessa economia, aumentando exportações?

Mas e seus parceiros, para quem vender uma produção de commodities alavancada por sua própria ação predatória?

Mas a desvalorização do  yuan não foi tão acelerada como o conjunto das moedas latinas o foram. O dólar subir  3,5% em relação a moeda chinesa, enquanto valorizou frente ao real 30,8%.

Não haverá uma invasão de produtos chineses.

O maior problema seria a desaceleração da china.

“A desvalorização em si do yuan não foi significativa em comparação com as que tiveram as moedas latino-americanas em 2015”, compara o economista Mauricio Mesquita Moreira, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O dólar subiu em dois dias 3,5% em relação ao yuan, enquanto se valorizou 30,8% em relação ao real brasileiro em 2015, 23,7% em relação ao peso colombiano, 12,4% em relação ao chileno, 10,6% em relação ao mexicano e 9% em relação ao argentino.

É por isso que Mesquita não teme uma invasão dos produtos industriais chineses mais baratos, apesar de Pequim ter como objetivo justamente o impulso de suas exportações diante da desaceleração econômica.

Vamos esperar a próxima semana para sedimentar certezas. O momento  não é confortável para todo o ocidente e exige cautela. Mas  mercados tão excitados conseguiriam ter cautela? Assim os riscos multiplicam e o amanha fica sem janela. O que não é e todo mal.

A maior certeza é que a china precisa do mundo e o mundo precisa da China.