Mostrando postagens com marcador CARAJAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CARAJAS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A historia da emoção e do amor fecundo... Jose Mauro de Vasconcelos

José Mauro de Vasconcelos, um ser humano do bem, um escritor brasileiro, orgulho do sentimento de uma nação!
por EDIVALDO BRITO E paulo souza
Para o Tech
Tudo e Exclusiva Consultoria






introito 
Jamais conseguirei esquecer meu primeiro contato com este ser humano especial e iluminado. Era criança e uma professora pediu a leitura de Rosinha, Minha Canoa. Não consegui parar de ler. E chorava. E chorei muito, tudo ao longo da obra. E descobri que tudo era vivo, entendia e se conectava. Era só sentimento, emoção, dor, alegria e historia. E me tornei gente, algo muito melhor que a educação formal me proporcionaria. É um  ser humano na minha vida....Paulo Souza.

 José Mauro de Vasconcelos, famoso escritor brasileiro, foi homenageado em seu 95° aniversário noDoodle do Google desta quinta-feira (26). O desenho que substitui o nome do buscador lembra sua principal obra, o livro "Meu Pé de Laranja Lima", de 1968. Outros sucessos do autor são "Banana Brava", que contava a história de homens do garimpo, e "Rosinha, Minha Canoa", o primeiro título de sucesso de José Mauro.

José Mauro de Vasconcelos recebeu homenagem no Doodle do Google (Foto: Reprodução/Google)

Quem foi?
O escritor, nascido em 26 de fevereiro de 1920, no Rio de Janeiro, era filho de uma família portuguesa que migrou para São Paulo. Como seus pais tinham poucos recursos, José teve que ir para o Rio Grande do Norte, em Natal, onde foi criado pelos tios. Já adulto, ele entrou na Faculdade de Medicina da capital potiguar, mas abandonou o curso no segundo ano e retornou ao Rio de Janeiro em busca de melhores oportunidades.

De volta a sua cidade natal, José Mauro trabalhou nas mais diversas áreas: foi carregador, instrutor de boxe e garçom, até conseguir uma bolsa de estudos na Espanha. Desanimado com a vida acadêmica, ele abandonou os estudos após uma semana e foi percorrer a Europa. Junto com os irmãos Villas-Bôas, o escritor atravessou a região do Araguaia, onde conheceu o ambiente e lutou pelos índios. 
Em 1942, ele estreou na carreira literária com o livro "Banana Brava", que refletia sobre o mundo dos homens do garimpo. A seguir veio "Rosinha, Minha Canoa" de 1962, o seu primeiro sucesso. Mas o livro "Meu Pé de Laranja Lima", lançado em 1968 que rendeu a fama do escritor. A obra é baseada em experiências pessoais de José Mauro e retrata o choque sofrido na infância com as bruscas mudanças da vida. 

José Mauro Vasconcellos (Foto: Reprodução/Selmo Vasconcellos)

Curiosidades
José Mauro de Vasconcelos tinha como principal característica o fato de escrever livros rapidamente. "Meu Pé de Laranja Lima", por exemplo, foi escrito em apenas doze dias. O principal sucesso de José Mauro, foi posteriormente adaptado para as telas: dois filmes e três telenovelas foram inspiradas no livro. 
Além de escritor, o carioca foi também ator, e morreu aos 64 anos de broncopneumonia, em São Paulo. 

RENOVANDO UMA HISTORIA...
Ainda bastante novo teve de se transferir para Natal, no Rio Grande do Norte. Aos 9 anos aprendeu a nadar nas águas do Rio Potengi, quando alimentava seus sonhos de ser um campeão.

Em Natal ingressou na Faculdade Medicina, mas abandonou o curso no segundo ano, retornando ao Rio de Janeiro em 1941, em um velho cargueiro, em busca de melhores oportunidades. 

Com uma vida nada fácil, foi para São Paulo onde começou como garçom de boate e passou por outros empregos até que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha, período em que viajou por vários países da Europa. 

De volta ao Brasil trabalhou junto aos irmãos Villas-Boas, principalmente explorando a inóspita região do Araguaia. 

Desta aventura resultou seu primeiro livro de estréia, Banana Brava (1942) sobre o mundo dos homens dos garimpos. 

Depois veio Barro Blanco (1945) sobre as salinas de Macau, no Rio Grande do Norte, seu primeiro grande sucesso de crítica. 

Depois vieram Longe da Terra (1949), Vazante (1951), Arara Vermelha (1953) e Arraia de Fogo (1955). 

Porém só com Rosinha, Minha Canoa (1962), atingiu o primeiro sucesso literário e ganhou fama como escritor, sendo este livro utilizado em curso de Português na Sorbonne, em Paris. 

Doidão (1963), sobre sua adolescência em Natal, O Garanhão das Praias (1964), Coração de Vidro (1964) e As Confissões de Frei Abóbora (1966), antecederam seu maior sucesso popular, O Meu Pé de Laranja Lima (1968), que foi adaptado pela antiga Tupi e pela Globo, como novelas televisivas e também levado ao cinema.

Foi agricultor, operário, boxeador profissional, professor primário, garimpeiro, sertanista, modelo, ator de cinema (em filmes como Floradas na Serra de 1954, Mulheres e Milhões de 1961 e A Ilha de 1963, entre outros); ator de TV, jornalista e radialista, além de escritor e pintor.

Há uma estátua sua, como modelo, do escultor Bruno Giorgi, no Monumento à Juventude, na antiga sede do Ministério da Educação.

No Livro Meu Pé de Laranja Lima, seu maior sucesso editorial, vendendo nos primeiros meses de seu lançamento, 217 mil exemplares, serve-se de sua experiência pessoal para retratar o choque sofrido na infância com as bruscas mudanças da vida.

Dono de uma literatura leve e agradável, José Mauro fez grande sucesso junto ao público. Mesmo assim a importância do seu trabalho não é devidamente reconhecida no Brasil. 

O êxito em atividades tão diversas nunca modificou a sua simplicidade. 

Em sua vasta obra, iniciada aos 22 anos de idade e lida em alemão, inglês, espanhol, francês, italiano, japonês e holandês, entre outras línguas, ainda se destacaram Rua Descalça (1969), O Palácio Japonês (1969), Farinha Órfã (1970), Chuva Crioula (1972), O Veleiro de Cristal (1973) e Vamos Aquecer o Sol (1974) e vários de seus livros ganharam versões cinematográficas. 

Vale observar que sua autobiografia foi escrita de forma um tanto incomum, em uma seqüência de quatro livros, de forma romanceada: Meu pé de laranja lima, sua infância em Bangu, Vamos aquecer o sol, sua mudança para Natal, O doidão, a adolescência, e Confissões do Frei Abóbora, sua vida adulta.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

minério de ferro ainda em oferta excessiva

VALE  JUSTIFICA  REDUÇÃO  DE CUSTOS  ANTE  BOVESPA



A Vale afirmou hoje (1) que o maior fator de redução do custo operacional médio de seu minério, de US$ 23 por tonelada para US$ 20/t nos próximos três anos, é o início de operação do projeto S11D em Carajás, no Pará, cujo minério terá custo máximo de US$ 15 a tonelada. A afirmação foi em resposta a uma solicitação de esclarecimentos enviada pela BM&FBovespa sobre matéria veiculada na semana passada pela agência de notícias Estado.


Esta decisão da VALE  publicada ainda em 2014, ainda quando fez de Parauapebas o maior município exportador do Brasil, lançou incertezas quando  a sua politica de super oferta básica. Acreditamos ser um erro estratégico, ter enorme capacidade instalada sem analise de cenários  futuros. O mercado esta em franca baixa, sem horizonte de recuperação. Quem viver, verá.









A matéria da agência paulista cita apresentação feita por executivos, em uma conferência do Goldman Sachs, que aponta a expectativa de redução dos custos. 

De acordo com o comunicado da Vale desta segunda-feira, a mineradora já havia comentado seus esforços de redução de custos e seus potenciais impactos em diversas conferências de resultados da companhia, abertas a todos os investidores, inclusive na última conferência de resultados, ocorrida no dia 30 de Outubro de 2014.

Segundo a Vale, particularmente, a redução no custo do minério de ferro advinda da instalação e operação da mina de S11D foi objeto de comunicação ao mercado ainda em julho do ano passado.

“O projeto tem capacidade nominal de 90 milhões de toneladas métricas anuais (Mtpa) de minério de ferro com reservas provadas e prováveis de 4,24 bilhões de toneladas métricas com um teor médio de ferro de 66,7%, baixas impurezas e cash cost (mina, planta, ferrovia e porto depois de royalties) de US$ 15 por tonelada métrica (baseada em taxa de câmbio de R$ 2,00/ US$). O start-up de S11D é esperado para 2S16 e atingirá sua capacidade nominal de produção em 2018”, afirma trecho do documento citado pela Vale.

A mineradora disse ainda que a referida expectativa de redução dos custos operacionais da companhia, principalmente após o início da operação do projeto S11D, foi amplamente divulgada, tendo sido objeto de relatório de diversos analistas de mercado ao longo dos anos, e cita como exemplo os relatórios de Alan Glezer, analista do Bradesco BBI, datado de 25 de setembro de 2012, e de Jonathan Brandt, analista do HSBC Securities, publicado em 20 de setembro deste ano.

Segundo o relatório de Glezer, o custo do minério produzido em S11D será metade do custo atual de Carajás e vai ficar entre US$ 11 e US$ 15 a tonelada.

“A partir da produção de minério em S11D, a evolução de sua participação na produção total da Vale em 2018 (de zero para cerca de 25% da produção de finos de minério de ferro próprio) pode-se calcular a referida redução de custos”, afirma a Vale no comunicado de hoje.

A matéria que gerou os questionamentos da BM&FBovespa foi publicada pelo Broadcast na última quinta-feira (27), baseada em entrevista com o presidente da Vale, Murilo Ferreira. Além da expectativa de redução dos custos, o executivo falou ainda sobre os preços do minério de ferro e disse acreditar que eles devem se se estabelecer entre US$ 85 a US$ 90 a tonelada no próximo ano.

Segundo Ferreira, pelos modelos de oferta e demanda, o preço atual está “fora do ponto e excessivamente desvalorizado”. Na mesma entrevista, o presidente da Vale afirmou que as minas da empresa são competitivas mesmo com preços a US$ 65 por tonelada em 2015, previstos por analistas do Citibank.

O executivo afirmou que o minério de ferro está longe do preço de equilíbrio, que seria de US$ 83 a US$ 85 por tonelada. “Os preços estão abaixo de US$ 90 por tonelada há dois, três meses. Ninguém toma a decisão de fechar uma mina, que envolve custos da noite para o dia”, disse Ferreira à Broadcast. Com informações da Agência Estado.

http://s3-ap-southeast-2.amazonaws.com/media-aspermontlimited/images/3065_600.jpg

Sede da Vale no Rio de Janeiro

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ÁSIA




NOVO PORTO DA VALE NA MALÁRIA DE US$ 1,4 BILHÃO INAUGURADO
Novo terminal foi projetado para cortar custo no transporte de minério de ferro para a China



Jornal do Brasil

O Financial Times  publicou nesta sexta-feira (7/11) uma matéria sobre um novo empreendimento da mineradora brasileira Vale. Segundo o artigo de Jeremy Grant e Samantha Pearson, a companhia empreendeu “um ousado movimento contra seus rivais australianos ao inaugurar um terminal portuário de US$ 1,4 bilhão na Malásia, projetado para reduzir o custo na venda de minério de ferro para a China, o maior consumidor do mundo.

As instalações foram construídas em águas profundas, entre Kuala Lumpur e Penang no Estreito de Malacca, e são uma tentativa de reduzir a desvantagem diante da  BHP Billiton e da Rio Tinto devido à maior distância necessária para transportar o minério de ferro do  Brasil até os mercados asiáticos, sedentos por energia.

Os preços do minério de ferro caíram mais de 40% até agora neste ano, o nível mais baixo nos últimos cinco anos, quando o fornecimento das três mineradoras – os maiores produtores do mundo – deteve um suave crescimento da demanda”.

“A China compra cerca de um quarto de seu minério de ferro só da Vale, e responde por 49.6% do total de vendas de minério de ferro da empresa para a Ásia. O país importa 65% de todo o minério de ferro comercializado, informou a Vale.

No entanto, a logística sempre foi um grande desafio, já que as maiores minas da Vale ficam a mais de 16 mil km da China enquanto as da BHP e da Rio Tinto estão mais perto”, informa o artigo do Financial Times.

Os jornalistas prosseguem: “A Vale construiu sua própria frota de transporte de minério de ferro, composta pelos navios Valemax, em 2011 numa tentativa de reduzir os custos de transporte, mas os cargueiros foram terminantemente impedidos de entrar nos portos chineses devido à oposição da associação de donos de navios na China assim como por questões de segurança.

As instalações do  novo porto, em Teluk Rubiah, foram projetadas para trabalhar em torno desse problema   ao acomodar os navios Valemax, cada um sendo capaz de carregar 400 mil toneladas de minério de ferro. Eles vão transportar o minério até a Malásia, de onde será redistribuído para a China e outros países asiáticos em embarcações menores.

“Teluk Rubiah faz parte da estratégia de negócios da Vale para melhorar a capacidade da empresa de fornecer minério de ferro de uma maneira mais cada vez mais eficiente para os mercados asiáticos”,  disse Murilo Ferreira, o diretor-presidente da Vale.

As instalações possuem cinco pátios de estocagem onde diferentes tipos de minério de ferro podem ser misturados e customizados de acordo com as necessidades dos clientes regionais”, informa a matéria.
“Isso vai permitir à Vale enfrentar um segundo problema que tem prejudicado seus esforços para obter vendas mais lucrativas na Ásia, segundo Ian Roper, analista na corretora CLSA, em Cingapura.

Desde 2010, quando mineiros e fabricantes de aço concordaram em abandonar um mecanismo de fixação de preços usado por 40 anos baseado em contratos de longo prazo, os preços do minério de ferro mudaram de contratos de longo prazo para um mercado a vista, onde a fixação de preços é mais imediata e transparente.

Isso permitiu a compradores na Ásia de baixar preços de fornecedores como a Vale, que haviam obtido lucros significativos com a venda, com um minério de ferro de alta qualidade, superior ao produto fornecido pelos rivais australianos, afirmou Roper, que foi entrevistado pelo Financial Times.
O analista disse também que a Vale agora será capaz de misturar um minério de ferro levemente inferior para o mercado chinês, próxima à qualidade do minério vendido atualmente pelos rivais australianos.

“Trata-se essencialmente de dar a eles a opção de não serem forçados a vender seu produto de melhor qualidade para a China com desconto,” analisou Roper. “Tendo a opção de não vender minério de alta qualidade para fábricas chinesas que não a valorizam, a Vale acredita claramente que as pessoas que o valorizam - Japão e Coréia – voltarão a pagar por produtos melhores".
Tags: ÁSIA, cHINA, comércio exterior, minério de ferro, vale